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 Deixem-me rir. Nem Hollywood, teve ainda talento, para conseguiu apresentar tão hilariante comédia. Como é que se pode implementar e intensificar agora a agricultura sem levar primeiro a tribunal, quem ofereceu e pagou subsídios para a arrasar. Até segundo diversas notícias, houve subsídios, que em vez de serem investidos em tratores, serviram para a compra de belos jeeps.

Segundo muito se tem falado e escrito, foi por falta de uma verdadeira política para as condições da agricultura portuguesa, que se encheram os campos portugueses de cardos. Que abriram as nossas praças aos mercados internacionais. Que fizeram das nossas searas, matagais a incêndios de verão. Para se chegar ao ponto, não se sabe a que interesses, talvez para aumentar o parque de contentores que vai grassando pelo país. Até maçãs, se importam da China, para este país reconhecido mundialmente pela qualidade da sua maçã.

Esperançadas crianças.

Alegres em suas tenças.

Ao ensino acatam sorridentes

E lá vão elas contentes.

Mas, no ouvir de tantos falantes.

Uns crentes, outros descrentes.

Tragicamente ficam adiadas.

Ao jugo de pungentes políticas piadas.

Que vão dando as aulas em contentores.

Que de além-mar, carregaram seus sabores.

Entre as latas, das novas escolares determinações.

Surgem as recriminações.

Clama o sindicato por mais respeito e feito.

Chora o senhor professor insatisfeito.

Brama o Ministro por tudo perfeito.

No meio de tanto defeito.

Ao eleito.

Levanta-se o pleito.

Não há peito nem jeito.

Ao ensino não há conceito.

As escolas, sem mestres nem tabuadas.

São hoje, rudes latas e pedras amontoadas.

Erguidas, sem pedagógicas portadas.

Camões! Já não é merecido.

D. Sebastião! É o vero desaparecido.

O hino Nacional! Já não é apetecido.

O atual magistério.

É um prognóstico um mistério.

É o espelho de políticas atabalhoadas.

O reflector das escolares patacoadas.

São as flores dos novos loureados.

Sem raízes dos seus antepassados.

São os livreiros mercados.

A trazerem à história novos políticos eldorados.

Neste ajoujo de tantos convencidos.

Os professores foram esquecidos.

Os deveres desobedecidos.

Em livros politicamente desvirtuados.

Ao gosto dos votados.

Neste antro de revoltados.

O aluno desconfiado.

Resta atrofiado.

De nenhuma Nação, será aliado.

Até da sua, se vê apeado.

De tudo, começa a viver alienado.

Assim embrutecido e manietado.

No primeiro livro! Já sorri fingindo.

E ao estudo mentindo.

E à vida, com a nova pedagogia agindo.

Começa cedo a aprender

E a compreender.

Que, entre tanto dizer e político critério.

Com o atual ministério.

                                                Há vida, não se pode crescer sério.

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