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Mas eles, nada veem. Ou não querem ver. E lá andam nos bancos de trás dos carros, muitas vezes, até com as motos à frente das boas bombas, de boa cilindrada. O barulho das sirenes, talvez lhes confunda a realidade, das distâncias e velocidade. Eles até nem sopram no balão. Têm motoristas e guarda-costas. Quem os ouve a falar, até parece que são de outro planeta. E não sou eu que o digo, pois não pertenço a essa classe, sou vulgar população, sem as mordomias que os governos vão dando aos políticos. São eles próprios, que o afirmam, quando algo não lhes corre à medida desejada. Nas diferenças que se vão criando. Será que são mesmo deste planeta? Bem, pelo menos, parece que têm aparecido alguns, que nem nasceram, nem moram, no local por onde são eleitos.

Fiscalizam-se tavernas, mercearias, bares, feiras e um sem fim, de estabelecimentos. Mas ainda bem! Mas muito mais haveria para fiscalizar, se na realidade se quisesse um país mais apromado, limpo e produtivo ao todo. Eu, pessoalmente, até gostaria que as fiscalizações fossem mais assíduas e eficazes. Evitando-se assim, a possibilidade de que, devido a alguma irresponsabilidade ou descuido de gerentes comerciais. Muita gente tenha que recorrer aos serviços de saúde. Mas igualdade, só é igualdade. Justiça, só é justiça! Quando o fiel da balança desconhece o conteúdo dos pratos. E está aferido a medidas iguais para todos. Assim, no respeito por direitos e deveres. Devia-se também fiscalizar os hospitais. Como outras instituições governamentais. Os políticos. E tudo o que mexe com dinheiros públicos.

Não há dinheiro?

Neste país tão ambicionado.

Todo o mundo, quer seus ganhos.

Sem canseiras nem trabalhos.

Para tanto, rasgam a bandeira.

De Guimarães, ao mundo, no passado, obreira companheira.

Do Pátrio, universalmente ovacionada.

Não há dinheiro?

Neste país da abrilada.

Aonde tudo, foi uma cilada!

Mais nociva que a espanhola filipada.

Hoje, com a abrilada, a Nação vive à chapada.

Entre corruptos e corruptores.

Todos eles. senhores de grandes ares.

Do Pátrio, espúrios administradores.

Não há dinheiro?

Neste país de desirmanados.

E cadáveres, condenados!

Só há políticos!

De coeficientes semíticos.

Administradores satânicos

De corações danados.

Que os Pátrios. Vão dando por finados.

Não há dinheiro?

Neste país de renegados.

Só há políticos, a reformas e ordenados.

De colarinhos engomados.

Com ordenados milionários.

Escamoteados dos escravizados operários.

Os quais, passam fome, e vivem enganados.

Não há dinheiro?

Neste país, num dia, de traição politizado.

Aonde o vigário, vive estabilizado.

Nas opíparas mansões, pagas pelos contribuintes.

Nestes governos, transformados em pedintes.

Devido à tirania de impostos exorbitantes.

Pobres, coitados! Pelo mundo, desprezados.

E, na ditadura dos compadrios, ainda gozados.

Não há dinheiro?

Neste país de arguidos.

Titulares de cargos públicos.

Com canudos académicos.

Fazedores de leis e discursos.

Pois todos são doutores, ditos de sapientes cursos.

E virtuais viajantes.

Com cartões de crédito, pagos pelas portuguesas gentes.

Permitindo aos seus parentes.

Parceria no avultar das tramoias de seus ilícitos.

Cometidos em vergonhosos delitos.

Em coligações ultrajantes.

Não há dinheiro?

Neste país de políticas imunidades.

De partidos e compadrios.

Aonde o pobre, cada vez é mais pobre.

E o dinheiro, faz o nobre.

De suja e espúria peçonha

Que gasta sem vergonha

Os auferidos dos Pátrios de antanho.

Não há dinheiro?

Neste país imobilizado.

Que a todos, vai pedindo e devendo.

Enquanto o pobre, já nada vai merecendo.

Vive com a abrilada, na rua ridicularizado.

E por todos, penalizado.

Já não há, filantrópica mão, que o vá defendendo.

Neste sistema judicial, resta paralisado.

Na força dos compadrios.

Que, entre si, esgrimam por especulativos salários.

Autênticas máfias a negarem solidariedade.

As quais, vão deixando o país na irracionalidade.

E na perda da nacionalidade.

Enquanto pelo mundo, vão escondendo.

O auferido imerecido, em Portugal. Outrora país de prosperidade.

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